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PSOL na luta e na solidariedade à greve dos PMs na Bahia

publicado no dia 07/02/12 //

PSOL na luta e na solidariedade à greve dos PMs na Bahia

Desde o dia 31/01 os Policiais Militares da Bahia estão em greve por melhores condições salariais e de trabalho e também pela anistia aos líderes de greves passadas da categoria. Como forma de pressionar o governo petista de Jacques Wagner, parte dos grevistas ocupou a Assembleia Legislativa da Bahia. A greve é forte e se espalhou por todo o Estado, com forte adesão da categoria. Com a greve, as condições de segurança pública nas maiores cidades baianas, sobretudo em Salvador, se deterioraram ainda mais.

O governo Wagner, junto com o governo Dilma, resolveu radicalizar contra o movimento grevista e enviaram para Salvador tropas federais e o Exército, que chegaram a cercar o prédio da Assembleia Legislativa, cujas cenas de enfrentamento e de guerra foram fartamente divulgadas pela mídia nacional. Paralelo a isto, o governo conseguiu com a Justiça Federal mandados de prisão contra lideranças do movimento, passando a tratar os líderes da greve como foragidos da Justiça. Leia Mais

“A Privataria tucana” e a “A Bravataria Petista”

publicado no dia 16/12/11 //

A Privataria tucana” e a “A Bravataria Petista”

Por Edilson Silva

E eu pensei que o conteúdo de “A Privataria Tucana”, livro lançado recentemente pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior, trouxesse algo de novo, tamanha a repercussão, sobretudo nas redes sociais. Nada disso. O livro é uma apresentação requentada daquilo que sempre se soube. As privatizações neste país, passando por Collor, FHC e chegando a Lula, e agora com Dilma, foram e são atentados às leis e à nossa República.

Quem acompanha a política mais de perto viu o que foi a CPI do Banestado, base do livro em questão, e já naquela época a cúpula do PT fez com o governo de plantão o que o PSDB faz com o governo de hoje: leva as denúncias somente ao limite do desgaste eleitoral. A questão não é evitar o roubo ao erário, mas mudar as mãos de quem opera o crime.

O tal livro, portanto, não traz grandes novidades, mas apenas tem o dom de refrescar a memória da população, dar algum tipo de munição para a claque governista contra a oposição e mesclar a pauta sobre os governistas. Neste sentido, o objetivo já foi atingido. O ministro Pimentel, o pino da vez no boliche previsível que se tornou as denúncias de corrupção, divide as atenções no tema corrupção nestes dias com “A Privataria Tucana” e deve sobreviver a 2011, pelo menos.

Desde que a presidente Dilma assumiu, seu governo está com uma pauta negativa. Escândalos sobre escândalos, ministros caindo mês sim, mês não. A oposição direitista e sem moral para tanto, capitaneada pelo PSDB e DEM, parece ter achado um flanco frágil para concentrar suas baterias e obter gordos resultados. Os governistas, leia-se cúpula do PT, resolveram reagir afirmando o seguinte: “aqui no governo todo mundo foi corrupto, é corrupto e será corrupto, e agora é a nossa vez!”. Como diz a minha amiga Heloisa Helena, conjugam o verbo roubar em todos os tempos possíveis e até inimagináveis. O termo quadrilha, como qualificado no Código Penal, utilizado por um ministro do STF para se referir a parte do que tratamos aqui, não foi um exagero.

Seria bom mesmo que o senador petista Humberto Costa estivesse sendo sincero ao pedir da tribuna do Senado a investigação sobre as privatizações no período do governo do PSDB. Hoje o senador tem a maioria governista que não tinha à época. Quem sabe volte assim à pauta a privatização da Cia Vale do Rio Doce, a investigação conseqüente da origem dos negócios e da fortuna de Daniel Dantas, de Eike Batista, os incentivos descabidos do BNDES para grandes grupos empresariais – uma forma disfarçada de privatizar os recursos púbicos e agradar aos amigos do poder. Mas o final deste enredo é sabido. É só “A Bravataria Petista” para amainar o fogo adversário.

Presidente do PSOL-PE

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A questão do Ministério dos Esportes: A regra não ficou clara!

publicado no dia 20/10/11 //

Por Antônio Carlos de Andrade (Toninho do PSOL)*

A população do Distrito Federal e de todo o país, assiste estarrecida, mais uma vez, uma série de gravíssimas denúncias de corrupção no Ministério dos Esportes, que vem ocorrendo desde a época em que o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, encabeçava aquele órgão durante o governo Lula. Na atualidade, sob o governo da Presidenta Dilma Roussef, os escândalos continuam vindo à tona.

Começaram com as graves denúncias contra o ex-Ministro Palocci, atingiu Alfredo Nascimento na pasta dos Transportes, Pedro Novais do Ministério do Turismo, Wagner Rossi do Ministério da Agricultura e agora chega a Orlando Silva, Ministro dos Esportes, ex-Presidente da UNE – União Nacional dos Estudantes e destacado dirigente do PC do B, partido da base de sustentação do governo petista. Leia Mais

O voto fechado foi desvirtuado

publicado no dia 19/10/11 //

Por Ivan Valente*

Mais de 280 deputados e senadores já aderiram à Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto, relançada por iniciativa do PSOL no Congresso Nacional. Nossa Frente defende a PEC 349/2001, que acaba com o voto secreto dos parlamentares, permitindo assim que a população acompanhe a atuação de seus representantes. A PEC foi aprovada por unanimidade em primeiro turno na Câmara, em 2006, mas como se trata de mudança constitucional, é necessária sua votação em segundo turno.

Pela Constituição, o voto secreto dos parlamentares deve ser exercido nas indicações a cargos como o de ministro do Tribunal de Contas da União e procurador-geral da República; na derrubada de vetos presidenciais; eleição da mesa diretora e pedidos de cassação de mandatos, entre outros. Criado para promover a independência do Poder Legislativo das pressões do Executivo, o mecanismo do voto secreto tem sido utilizado para fins pouco nobres. Leia Mais

Enfrentando a impotência, ainda que tarde

publicado no dia 10/10/11 //

Por Milton Temer*

Duas notícias nos jornalões de hoje são dados novos importantes na avaliação das guinadas pró-conservadores do governo Dilma.

O Valor Econômico trata dos “ajustes” na diplomacia brasileira, se delinenando como mais pragmática, a partir de roteiros e declarações feitas pela presidente no exterior. Isso, na prática, tem significado claro: aproximação com as opções e determinações do Departamento de Estado americano, na lógica da defesa das “direitas humanas”. Ou seja; rigor no tratamento com governos que ousem pensar de forma soberana, e absoluta leniência com os que cumprem o papel de sabujo, mesmo que estes possam ser muito mais cruéis, repressivos e atrasados do que aqueles. Leia Mais

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