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Saúde na mira do PSOL

publicado no dia 25/08/10 //

Diário de Pernambuco, de 25/08/2010.

Por Júlia Schiaffarino

Edilson Silva denunciou excesso de mortes no Hospital da Restauração: 700 em apenas 60 dias

O candidato do PSOL, Edilson Silva, voltou a acusar o governo de negligenciar a saúde pública de Pernambuco. Ele afirmou ter informações extraoficiais que dão conta que no Hospital da Restauração houve 700 mortes em 60 dias. Silva disse, ainda, ter entrado com uma interpelação judicial para esclarecer o assunto e saber o número exato do quadro de funcionários do HR, principalmente médicos e enfermeiros. Para o candidato, não há transparência no governo Eduardo Campos. “Existe uma tentativa de colocar uma cortina de fumaça sobre o nosso estado”, falou Silva durante entrevista ao programa de rádio Show da Clube, comandado por Viviane Rolemberg. Ele foi o último sabatinado da série com os postulantes ao cargo. A mesma denúncia tinha sido feita por ele no primeiro debate entre os candidatos na TV Clube.

Durante o programa, o candidato também defendeu a criação de uma lei de Responsabilidade Social e Ambiental, ampliando, portanto, a atual lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com a proposta, os governos teriam que cumprir metas em várias áreas como saúde, educação, moradia e saneamento básico. Aqueles que não as atingissem, poderiam ser penalizados com a inelegibilidade.

Edilson falou sobre a importância de investir na prevenção, fortalecendo o trabalho dos Postos de Saúde da Família (PSFs) que têm sofrido com falta de médicos devido, principalmente, aos baixos salários. Ele citou as UPAs como o principal motivo desse esvaziamento, num processo que ele denominou de “antirrepublicano”, uma vez que essas unidades são geridas com verba pública, mas em parceria com organizações privadas e as Organizações Sociais.

Outra questão debatida ao longo da entrevista foi a educação. Edilson destacou que suas propostas contemplam o “básico com qualidade”, tanto em termos de infraestrutura, quanto em ensino e salário dos profissionais. “Para os professores, nós não estamos prometendo salários ilógicos. Nós estamos prometendo instituir o piso”, disse.

Ao ser questionado sobre que posição assumiria em um eventual segundo turno, Edilson Silva afirmou que não apoiaria qualquer um dos dois candidatos (em referência a Eduardo Campos, do PSB, e Jarbas Vasconcelos – PMDB). “Nenhum dos dois contempla a maioria da população e eles estão fora daquilo que a agente pensa como projeto de sociedade”, falou.







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